Derretimento de Moro: STF e Congresso detectam dedo do ministro em episódio de transferência de Lula e dão resposta enfática à “escala de arbítrio” bancada por ele

Todo Carnaval tem seu fim Num sinal enfático à “república de Curitiba”, Câmara e Supremo responderam institucionalmente à decisão da juíza Carolina Lebbos de transferir Lula para Tremembé (SP). A ordem dela foi lida no STF como parte de tática da Lava Jato para ofuscar o vazamento de mensagens de procuradores e de Sergio Moro. Antes de levar o recurso do petista ao plenário, Dias Toffoli, presidente da corte, avisou que sustaria a transferência com uma liminar. Foi, aí, informado de que os colegas o acompanhariam.

Aqui é time Segundo relatos, foi Alexandre de Moraes quem teve a iniciativa de conversar com colegas nos bastidores. Ele teria dito a Toffoli que não seria necessário “desgastar a presidência” com o caso, sinalizando veredito colegiado.

Gregos e troianos Nem ministros alinhados à Lava Jato foram contra a remessa do caso ao plenário. Edson Fachin e Luís Roberto Barroso deram apoio prévio ao caminho. 1 8

  O ex-presidente Lula depois de preso

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O ex-presidente Lula deixa o velório do seu neto Arthur, morto na sexta-feira (01/03), vítima de uma meningite Marcelo Chello – 2.mar.2019/Folhapress

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Onipresente A decisão de Lebbos ampliou ainda mais a antipatia de uma ala da corte com o ministro Sergio Moro. Em conversas reservadas, integrantes do Supremo atribuíram à influência dele o pedido de transferência feito pela PF e a resposta da juíza.

Esfinge O voto do decano Celso de Mello contra a transferência de Lula não deve ser visto como uma pista do rumo que ele vai adotar ao julgar o habeas corpus do petista que alega suspeição de Moro, avisam colegas do ministro.

O outro como a ti mesmo A sensação de que a transferência de Lula marcaria uma “escalada de arbítrio” fez com que mais de 10 siglas e a cúpula da Câmara reagissem à ordem de Lebbos. Deputados diziam que a violação das prerrogativas de um ex-presidente romperia qualquer limite.

Em boa hora O projeto que pune o abuso de autoridade deve ser analisado na próxima semana. Estava previsto, mas “o momento veio a calhar”, dizem líderes de centro.