Defesa ensaia relação civilizada, e não golpista, com o TSE; dá para confiar?

A renovada ofensiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o sistema eleitoral, que trouxe a palavra golpe de volta à ordem do dia desta vez com o uso ostensivo dos militares na equação, começa a enfrentar resistência em Brasília.© Fornecido por Folha de S.Paulo***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 03.05.2022 – O presidente do STF, ministro Luiz Fux, conversa com o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, na sede da corte, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

Tanto o Ministério da Defesa quanto o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na leitura intuitiva lados opostos da disputa, trabalham para arrefecer a crise das últimas semanas. O sucesso da empreitada não está garantido, mas sinaliza que a ruptura pretendida por Bolsonaro não é tão facilmente exequível.Idodos com perda auditiva estão encantados com esse aparelhoPublicidadePublicidadeAmplifier

Do lado da Defesa, o movimento do ministro Paulo Sérgio Oliveira de trazer para si toda a interlocução com a Comissão de Transparência das eleições visou retirar o elemento militar puro, na pessoa do então representante das Forças Armadas no órgão, general Heber Portella.

Como Paulo Sérgio é general de quatro estrelas, muitos políticos viram a ação como uma escalada na crise. Mas interlocutores do ministro apontam para o contrário: o âmbito do ministério é o governo, enquanto o Exército é uma Força de Estado.

Mais importante, o movimento teve o aval do Alto-Comando do Exército, que segundo integrantes reprovou as perguntas adicionais feitas por Portella ao TSE, particularmente aquela em que ele cobra da corte providências em caso de suspeita de fraude. A associação militar ao golpismo bolsonarista ficou evidente.Continuar lendo