De erro em slogan a estouro com repórter, Bolsonaro indica em Dallas que volta ao Brasil uma pilha de nervos; tudo vai mal

BR: No dia em que, finalmente, recebeu a homenagem de Personalidade do Ano, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou, paradoxalmente, ter atingindo o ponto mais baixo de sua gestão até aqui.

No Brasil, parte do conteúdo dos sigilos bancários de Flávio Bolsonaro e mais de 90 pessoas com relacionamento com seu antigo gabinete de deputado estadual começou a ser revelada. ‘Rachadinha’ à base de 90% de devolução, além de amplo nepotismo, já aparecem. O caso respinga, também, no antigo gabinete do próprio Bolsonaro em seus tempos de deputado federal.

Na véspera, o sucesso da greve de estudantes e professores, que alcançou quase 200 cidades, ressaltou a política inconsequente de Bolsonaro para a Educação. Inicialmente, com o ministro nascido na Colômbia Velez Rodríguez, e atualmente com o belicoso Abraham Weintraub. Nesse setor delicado e efervescente, nenhuma prática de diálogo.

Em Dallas, as duas más notícias colheram em cheio o presidente. De tão nervoso, errou até o slogan que consagrou sua campanha, encerrando o desanimado discurso de agradecimento pelo prêmio sem fazer referência a ‘Deus acima de todos’. O maior sinal de nervosismo veio na forma de assédio moral a uma jornalista da Folha de S. Paulo, que ele recomendou voltar para a faculdade em lugar de produzir notícias “nojentas”. Uma declaração de guerra destemperada e ensandecida.