Ladeira Porto Geral.

“Crescimento em 2020 já está contaminado por frustração este ano”, aponta Austin Rating

BR: Já está em pleno curso uma rodada de reversão de expectativas sobre o PIB de 2019. Os primeiro prognósticos robustos, que indicavam projeções de crescimento de até 2,7%, já caem para menos de 2%. E descem de elevador, sem freios.

Ontem, o FMI encolheu de 2,5% para 2,1% sua projeção de alta para o PIB brasileiro em 2019. Internamente, os números já são menores. A Austin desceu de 2,6% para 1,9% sua expectativa para o período.

Novos dados negativos sobre a atividade econômica foram divulgados nesta quarta-feira 10. 

As vendas de papelão ondulado utilizado em embalagens – caixas, acessórios e chapas – recuaram 5,8% em março ante igual mês do ano passado, de acordo com dados prévios da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO).

A Fiesp divulgou relatório no qual aponta o fechamento de 3 milhões de vagas de trabalho na construção civil, em São Paulo, desde 2013.

Hoje, a divulgação de uma surpreendente alta de 0,75% na inflação medida pelo IPCA-15 veio acompanhada de novos números sobre a redução na atividade econômica do País.

“Já há muitas revisões para baixo sendo feitas”, atesta o economista Alex Agostini, titular da agência de classificação de risco Austin Rating.

Para a Austin, a inflação já sobe de patamar e deve fechar em 4% no final do ano.

“Não há inflação de demanda, por conta da letargia na economia”, lembra Agostini. Ele defende uma redução nos juros para que haja ao menos um sinal oficial a favor da melhora da atividade.

“O discurso agarrado à reforma da Previdência e só já cansou o mercado”, aponta. “A probabilidade de o Copom baixar juros na próximo reunião é baixa, mas é o que achamos que deveria ser feito”.

Os preços de alimentos e combustíveis foram os maiores responsáveis pela alta do IPCA-15, com despesas pessoais, educação e habitação em baixa.