CPI cria 7 núcleos e pede ajuda a juristas para análise durante recesso: Hospitais federais; Precisa; Atravessadores; VTCLog; Força Brasil; Cloriquina; Negacionismo

Integrantes do comando da CPI da Covid no Senado decidiram, durante reunião virtual neste sábado, (17), criar sete núcleos a fim de acelerar a análise de documentos durante o recesso parlamentar de meio de ano.

Os senadores também passarão a ter o assessoramento de um grupo de juristas, que ajudarão na caracterização dos crimes identificados nas apurações. Até o fim do mês, está previsto um encontro entre os senadores e o grupo de juristas.

A comissão retomará as atividades presenciais após o recesso, em 3 de agosto, com o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, apontado como intermediário do contato entre representantes da empresa Davati e o governo. A empresa tentou vender vacinas contra a Covid para o governo, em uma negociação com suspeita de corrupção, segundo a cúpula da CPI. O prazo final de funcionamento da CPI era 7 de agosto, mas os trabalhos foram prorrogados por mais três meses.

Os sete núcleos a serem criados, conduzidos por senadores do grupo majoritário da CPI, vão avaliar documentos referentes aos seguintes assuntos:

  • Hospitais federais – A CPI vê conexão entre denúncias sobre compra de vacinas e desvios de verba pública em hospitais no Rio
  • Precisa Medicamentos – A empresa firmou um contrato com o governo para fornecimento da vacina indiana Covaxin. O contrato é investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União e foi suspenso pelo governo após denúncia de irregularidades.
  • Empresas intermediárias – A CPI quer aprofundar a análise sobr o papel de empresas que negociaram com o governo como intermediárias na venda de vacinas. Durante as investigações, a CPI apurou pelo menos três casos — Precisa (vacina Covaxin), Davati (vacinas da AstraZenica) e World Brands (CoronaVac).
  • VTCLog – Ministério da Saúde aceitou pagar aceitou pagar 18 vezes o valor recomendado pelos técnicos da pasta pelo serviço de receber e organizar medicamentos.
  • Instituto Força Brasil – Instituto Força Brasil – que agendou uma reunião no Ministério da Saúde para a Davati negociar a venda de vacinas – divulgava fake news contra a cúpula da CPI da Covid, segundo seu vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
  • Cloroquina – Governo difundiu medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.
  • Negacionismo – Difusão pelo presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo de posições anticientíficas e informações falsas sobre a pandemia de Covid.