Coronavírus: infectados na China podem ser bem mais do que o informado por autoridades, diz BBC; 9 mortes e 1 caso nos EUA; bolsas caem no mundo

BR: O misterioso vírus que causa problemas respiratórios, provocando forte pneumonia, tem colocado a China e o mundo em estado de alerta: o coronavírus já se espalhou de seu ponto inicial, a cidade de Wuhan (centro-leste chinês), para outras grandes metrópoles como Pequim e teve mais de 200 casos. As notícias têm provocado nervosismo no mercado financeiro, com baixas nas bolsas de valores de todo o mundo ontem. Ações de companhias aéreas e ligadas ao turismo têm sido as mais afetadas.

O coronavírus surgido na China e já registrado em vários outros países provocou a morte de nove pessoas e infectou cerca de 400, revela nesta quarta-feira o último boletim das autoridades de saúde chinesas. A vice-ministra da Comissão Nacional de Saúde, Li Bin, alertou que o coronavírus pode sofrer mutação e se propagar mais rapidamente. A comissão anunciou medidas para conter a doença diante da viagem de milhões de pessoas, por todo o país, para o feriadão do Ano Novo Lunar, esta semana. Entre as medidas estão a desinfecção e a ventilação de aeroportos, estações de trem e shoppings.

Ontem, foi registrada a presença do coronavírus em uma pessoa no estado de Washington. Este é o primeiro caso confirmado nos Estados Unidos da misteriosa infecção respiratória que matou pelo menos seis pessoas e adoeceu centenas na Ásia. O homem de 30 anos mora em Snohomish, no estado de Washington.

A China confirmou que o vírus é transmitido de pessoa para pessoa. Uma grande preocupação é com o Ano-Novo Lunar chinês, cuja celebração começa nesta semana e que leva centenas de milhões de chineses a viajarem pelo país para as festividades.

Há registros de casos do coronavírus no Japão, na Tailândia e na Coreia do Sul. E o fato de o vírus ter se espalhado para além da China faz cientistas britânicos acreditarem que o número de infectados seja maior do que o divulgado oficialmente e se aproxime de 1,7 mil casos.

No Brasil, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde informa que não há nenhum caso suspeito, mas a pasta diz que enviou comunicado às representações da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em portos e aeroportos para que viajantes sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior e para a “revisão dos principais aeroportos de conexão provenientes da China para identificação e mensuração dos riscos”.