Concorrente direto a vaga no STF, Bretas, da Lava-Jato no Rio, espeta Moro: “Obviamente, ninguém dá dicas”

Juiz responsável pelos casos da Lava Jato no Rio, Marcelo Bretas diz receber frequentemente advogados ou procuradores para conversas individuais em sua sala, na 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

À BBC Brasil, ele afirmou que advogados até tentam arrancar conselhos seus sobre passos a seguir na defesa de seus clientes – mas “ninguém dá dicas”, afirma, sobre a conduta dos juízes. “Ninguém dá dicas”, reitera.

“Não tem nenhum tipo de aconselhamento, de direcionamento. Isso não existe”, afirma em entrevista.

O juiz federal se nega a comentar o teor das mensagens vazadas que foram atribuídas ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, então juiz da Lava Jato em Curitiba, e a procuradores da força-tarefa. O material suscitou críticas à proximidade entre as partes e questionamentos sobre a parcialidade de Moro como juiz.

Bretas diz não poder fazer juízo de valor a respeito das mensagens – publicadas pelo site The Intercept Brasil e veiculadas também pelo jornal Folha de S.Paulo e pela revista Veja – porque, a seu ver, as questões “da ilegalidade e da veracidade” dos diálogos “ainda não estão superadas”. “Ou é legal ou é ilegal. Se é ilegal, é lixo”, afirma.