Com pressa, Bolsonaro quer reabrir escolas militares e cívico-militares já próxima semana; Forças Armadas e governadores precisam dar aval

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 20, que quer reabrir as escolas militares a partir da semana que vem. Ele conversou sobre o assunto com o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, onde há uma escola do Exército, além de escolas cívico-militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

“Conversamos da possibilidade de abrimos aqui, da minha parte, o colégio militar. Da parte dele (Ibaneis), o colégio da PM e dos Bombeiros, bem como as cívico-militares, a partir de segunda-feira. Talvez seja o primeiro gesto para nós voltarmos à normalidade no tocante aos estudos”, disse Bolsonaro ao chegar ao Palácio da Alvorada.

A reabertura das escolas militares depende das Forças Armadas, mas as cívico-militares precisam de autorização dos governadores ou prefeitos para voltar a funcionar, porque são ligadas às redes públicas. São 13 escolas ligadas ao Exército, localizadas no Pará, em Minas Gerais, no Distrito Federal, no Paraná, no Ceará, no Amazonas, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Bahia. No Distrito Federal, há ainda 10 escolas cívico-militares, com mais de 14 mil alunos, além das unidades da PM e dos Bombeiros.

Questionado se esse movimento de abertura de escolas ocorreria em todo País, o presidente disse que é um primeiro passo e que os pais dos estudantes ainda estão com medo. Bolsonaro afirmou que vai conversar com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que também a academia da Polícia Federal seja reaberta na próxima segunda-feira.