Com Doria, Meirelles fala em vender Petrobras; e quer teto de gastos

Principal coordenador do plano de governo do pré-candidato à Presidência João Doria (PSDB-SP), o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que o reestabelecimento do teto de gastos original será prioridade caso o tucano seja eleito.

Reformas administrativa e tributária e a privatização da Petrobras em blocos também serão perseguidas.Publicidade

Meirelles, 76, acredita que a economia voltará a crescer rapidamente se o teto original for reestabelecido e a confiança, recuperada.

“Olha o exemplo de 2016. O Brasil tinha caído 5,2% de junho de 2015 a maio de 2016. Aprovamos o teto e, no ano seguinte, crescemos entre o último trimestre de 2016 e o último de 2017 2,2%. Isso foi efeito do teto. A reação é imediata”, afirma.

“No momento em que começou a se discutir essas violações do teto, a economia piorou imediatamente.”

Antes da aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, a correção do teto ocorria em julho, já que, em agosto, o governo tem de enviar a previsão orçamentária do ano seguinte. Agora, com a correção em dezembro, o Orçamento é fechado com dúvidas sobre quanto se pode gastar no ano seguinte.

A PEC também limitou o pagamento de precatórios, empurrando para frente valores bilionários em dívidas judiciais que um dia terão de ser pagas, o que cria insegurança.

*