Com dólar a R$ 4, risco de governabilidade já é temor corrente no Congresso; Bolsonaro cogita Onyx para lugar de Vélez; Joice quer Casa Civil

BR: Com o caldo do relacionamento entre os presidentes do Executivo e do Legislativo engrossando os humores do mercado financeiro, representado na ultrapassagem da marca dos R$ 4 para o dólar nesta quinta-feira 28, raposas felpudas do Câmara dos Deputados já dizem que a reforma da Previdência passou a ser a prioridade número dois da Casa. A primeira passou a ser a ‘governabilidade’ e evitar o risco da falta dessa componente na gestão Jair Bolsonaro. A avaliação é a de que, com sua agende de confronto em praticamente todas as áreas, o presidente acelera em direção ao precipício, sem dar atenção para as placas de perigo que vão se sucedendo na estrada de três meses percorrida até aqui.

Segundo a Coluna do Estadão desta quinta-feira 28, um ex-ministro hoje deputado tem aconselhado seus colegas de Câmara a ‘não entrarem na pilha’ do presidente, procurando se dedicar a assuntos legislativos em lugar de esquentar o ambiente. Mesmo para quem quer ver o governo Bolsonaro se dar mal, segundo a fonte, a postura é recomendável. O tempo, afinal, joga contra as necessidades da gestão, e quem tem de ônus das atitudes belicosas é o próprio Bolsonaro. Caberia a ele, portanto, desviar do caminho do abismo.

No final do dia de ontem, surgiu um sinal de que o presidente poderá fazer uma correção de rota. Bolsonaro estaria estudando a exoneração do inepto ministro da Educação, Ricardo ‘as coisas não estão funcionando’ Rodríguez para colocar no lugar dele o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O que o presidente disse sobre Vélez vale também para Onyx, que não tem conseguido dar efetividade à construção de uma base governista na Câmara. O que se vê da articulação de Onyx é a bagunça que está aí, com a agravante de ele ser um desafeto de Rodrigo Maia, o que só complica as coisas.

Um dos problemas para esta mudança é quem ficará no lugar de Onyx para, finalmente, fazer fluir um diálogo mais civilizado entre o Palácio do Planalto e o Congresso. A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, está se escalando para a missão. Será do presidente Bolsonaro a decisão de fazer a troca e o teste. Do jeito que está é que não está funcionando. e