Com colete à prova de balas e ganas de “derrubar a República”, deputado Miranda depõe à CPI; fogo cerrado sobre Bolsonaro por compra superfaturada em 1.000% de vacina Covaxin; assista ao vivo

A CPI da Covid ouve nesta sexta-feira (25) o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda, ex-chefe de Importação do Departamento de Logística em Saúde e o deputado Luis Miranda (DEM-DF). O depoimento ocorre dias depois da denuncia por irregularidades na compra da vacina Covaxin pelo Governo Federal.

Na última quarta-feira (23), Luis Ricardo relatou, em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), que o presidente Jair Bolsonaro, fez “pressão anormal” dentro da pasta pela importação de doses da vacina indiana.

A denúncia ficou mais grave porque o deputado Miranda sustentou ter avisado ao presidente Jair Bolsonaro sobre irregularidades na negociação. Segundo ele, o chefe do Planalto assegurou que acionaria a Polícia Federal para investigar o contrato.Leia mais

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Os senadores esperam que os depoentes apresentem as provas que dizem possuir. Antes da oitiva, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que o deputado Miranda havia procurado a comissão e afirmado que teria provas para “derrubar a República”.

Em ofício, na quinta-feira (24), o deputado Luís pediu que a CPI ordene a prisão do ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, e do ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, por ameaçar testemunhas da comissão. Ele alega que os dois estariam buscando coagi-lo antes do seu depoimento.

> CPI da Covid: o que esperar do depoimento dos irmãos Mirandahttps://af500f203cf6ed13d893186abf43addd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

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