Foz do Iguaçu - PR, 26/02/2019 POLÍTICA Presidente da República, Jair Bolsonaro durante encontro com o Presidente da República do Paraguai, Mário Abdo Benitez. Foto: Alan Santos/PR

Com Benítez ameaçado de impeachment, Paraguai pede e Brasil aceita revogar acordo de Itaipu

Numa demonstração de apoio político ao governo do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, o governo brasileiro aceitou a decisão “unilateral e soberana” do país vizinho de anular o acordo bilateral sobre a contratação da potência da Usina de Itaipu Binacional, assinada em 24 de maio com o Brasil.

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ata anulada foi divulgada na semana passada e seus termos geraram uma crise política que ameaça levar ao impeachment o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez. Uma reunião que estava programada para ocorrer em Brasília ainda esta semana foi antecipada para hoje e foi realizada em Assunção, com representantes dos ministérios das Relações Exteriores de ambos os países.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro com o Presidente da República do Paraguai, Mario Abdo Benítez
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro com o Presidente da República do Paraguai, Mario Abdo Benítez Foto: Foto: Alan Santos/PR

Segundo o documento que saiu da reunião, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, altas partes contratantes instruíram suas equipes técnicas a retomar as reuniões com o objetivo de definir o cronograma de potência a ser contratada pela Eletrobras e pela Ande no período de 2019 a 2022. Agora, a chamada Ata Bilateral vai “voltar às instâncias técnicas para novas negociações sobre a contratação da energia elétrica de Itaipu”.

Ainda de acordo com o documento, os dois países concordam que a falta de acordo com o tema “afeta negativamente o faturamento dos serviços de eletricidade da entidade binacional e, ainda nesse sentindo, destacaram a importância de encontrar um solução para o problema no curto prazo”.

O documento, no entanto, deixa claro que o pedido do Paraguai para que a ata fosse denunciada pelos dois países não foi acatado, já que a ata menciona uma decisão unilateral do país vizinho.