‘Coalizão Indústria’ pressiona Guedes a agitar contra marasmo na economia; ministro saberá construir um agenda positiva pelo emprego?

BR: A equipe econômica do governo está sendo pressionado a interromper a trajetória de queda da confiança do mercado no crescimento do país, que vem sendo confirmada nas sucessivas reduções das previsões do PIB pelos analistas.

Em encontro ontem com 11 associações industriais que formam a Coalizão Indústria, o minstro Paulo Guedes se comprometeu com um “revogaço” de medidas burocráticas nos próximos dias e o lançamento de um pacote de competitividade para as empresas nas próximas duas semanas, incluindo ações para baratear o custo do gás.

               
Com os investimentos paralisados e a perspectiva de fraco crescimento deste ano, a ordem no Ministério da Economia é destravar a agenda e fazer “barulho” para agilizar outras medidas na direção de uma agenda positiva, além da reforma da Previdência.

Entre as medidas que devem receber mais atenção estão a privatização da Eletrobrás, o acordo da cessão onerosa, destravamento do crédito, negociação com os Estados e medidas voltadas para o setor produtivo, sobretudo da construção civil.

A agenda de medidas de “descomplicação” tributária e da burocracia também deve ganhar mais relevância a partir de agora. Até agora, Guedes tinha concordado com os conselhos de lideranças políticas da Câmara em deixar os anúncios de medidas para depois para não atrapalhar as negociações da reforma da Previdência. Mas diante da virada de humor dos investidores em relação ao crescimento da economia, o ministro foi aconselhado por sua equipe a mudar de ideia.