Clovis Rossi, 76, um consenso

O jornalista Clóvis Rossi, de 76 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (14) em São Paulo, após passar mal em casa. Ele esteve internato até quinta (13) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, após sofrer um infarto. Rossi é um consenso entre os jornalistas como um dos maiores repórteres de seu tempo, com coberturas realizadas em todo o mundo. Formado na Faculdade Cásper Líbero, o jornalista tinha mais de 50 anos de carreira. Trabalhou na “Folha”, no “O Estado de S.Paulo” e no “Jornal do Brasil”. Antes, teve passagens no “Correio da Manhã”, revistas “Isto É” e “Autoesporte” e pelo “Jornal da República”. Manteve blog em espanhol no “El País”.

Pelo Twitter, consternados, jornalistas e personalidades se manifestaram com destaque à excelência do trabalho de Rossi, reconhecido em premiações nacionais e internacionais:

Alexandre Schwartsman, consultor econômico e palestrante, no Twitter

“Nem sempre, para não dizer “quase nunca”, concordava com o que o Rossi escrevia, principalmente sobre economia (na última vez que o vi elogiei um artigo e sua resposta foi “onde é que eu errei?”). Era, porém, um jornalista íntegro e dedicado. Fará falta.”‏

Bernardo Mello Franco, jornalista, no Twitter

“Tristeza enorme com a partida do Clóvis Rossi. Mestre do jornalismo, grande companheiro de viagens, sempre generoso com os colegas mais novos. Vai fazer muita falta”

Caio Blinder, jornalista, no Twitter

“Morreu Clóvis Rossi. Em meu nome e de uma geração de jornalistas brasileiros que também aprenderam com este mestre e conviveram com um gentleman, expresso minhas condolências e tristeza. Clóvis foi mentor e amigo.”

Eliane Brum, jornalista, no Twitter

“Imensamente triste com a morte de Clóvis Rossi, um dos melhores e mais generosos jornalistas que tive a sorte de ler e de conhecer. O Brasil (e o mundo) acordam hoje mais pobres de três coisas que precisamos tanto: inteligência, ética e humanidade.”

Gilberto Dimenstein, jornalista, no Twitter

“Não conheci um único jornalista que não admirasse Clovis Rossi. Tinha a garra de um foca e sabedoria de um veterano. Com ele, morre não apenas um grande ser humano. Mas um estilo de jornalista.”