Cirurgia evitada e tratamento conservador é determinado a Bolsonaro; dificuldade para operação ou problema é simples? Sem previsão de alta

Os médicos que acompanham o presidente Jair Bolsonaro optaram por um tratamento clínico conservador enquanto avaliam a necessidade de uma cirurgia. Bolsonaro deu entrada na noite desta quarta-feira (14) no hospital Hospital Vila Nova Star, em São Paulo para ser submetido a exames após ter sentido fortes dores abdominais e ser diagnosticado com obstrução intestinal.

“O senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi transferido na noite desta quarta-feira para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após passar por uma avaliação no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e ser diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal. Após avaliações clínica, laboratoriais e de imagem realizadas, o presidente permanecerá internado inicialmente em tratamento clínico conservador”, disse o Vila Nova Star em nota assinada pela equipe médica.

Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (14) e diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal. Depois dos primeiros exames, o presidente foi transferido no início da noite para fazer exames complementares na Capital paulista para verificar a necessidade de uma cirurgia de emergência.

Quem assume a Presidência

De acordo com a Constituição Federal, o vice-presidente da República assume a Presidência em caso de ausência do presidente. Como o vice-presidente Hamilton Mourão embarcou na tarde desta quarta-feira para Luanda, em Angola, para participar da Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Caso o presidente necessite de uma cirurgia e tenha que se afastar, até a volta do vice o cargo ficaria a cargo do Câmara, Arthur Lira (PP-PL), próximo na linha sucessória. No entanto, segundo o Metropoles, há divergências sobre o assunto no meio jurídico, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou entendimento impedindo réus de assumir a Presidência do Brasil.

Se Lira for impedido de assumir o Planalto, a função ficaria com Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, e, em última instância, caso Pacheco não possa por alguma razão, assume o presidente do STF, Luiz Fux.

Bolsonaro pode optar por não abrir mão do exercício do cargo, assim como fez quando precisou retirar um cálculo na bexiga, em setembro passado.