Chega de intermediários; ex-Itaú, ex-BC, ex-Credit e defensor de “um pouco de desemprego” para conter inflação, Ilan Goldfajn vira diretor do FMI; ortodoxia premiada

O presidente do conselho do Credit Suisse BrazilIlan Goldfajn, deixará o cargo no banco para assumir a diretoria do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI (Fundo Monetário Internacional) em 3 de janeiro de 2022.

Esse é uns dos cargos mais importantes do FMI em Washington. É responsável pelo acompanhamento da política econômica dos países membros da entidade nas Américas, entre eles os Estados Unidos e o Brasil.

A diretora-gerente do FMI Kristalina Georgieva fez o anúncio nesta 2ª feira (13.set.2021). Ilan assumirá o cargo atualmente ocupado pelo mexicano Alejandro Werner. Eis a íntegra do comunicado (49 kb).

“A economia mundial vive um momento muito desafiador, agravado pela pandemia da Covid-19, e a oportunidade de colaborar a partir dessa posição no FMI me deixa entusiasmado”, informou Ilan, em nota.

O economista serviu o Brasil como presidente do Banco Central de junho de 2016 a fevereiro de 2019, quando passou o bastão a Roberto Campos Neto. Anteriormente, já havia sido diretor de política econômica do BC por 3 anos (2000 a 2003). No setor privado, já foi sócio da Ciano, da Gávea Investimentos e economista-chefe do Itaú Unibanco.

Ilan tem nacionalidade dupla (brasileira e israelense). Ele já atuou como economista do FMI de 1996 a 1999.

Ana Paula Pessoa, integrante do conselho de administração do Credit Suisse Group e do Credit Suisse desde 2018, substituirá Illan no cargo. Ela deixará a posição de presidente do Conselho do Credit Suisse Bank na Europa para assumir a instituição no Brasil.