Centrão ameaça obstruir Previdência e Paulinho ataca: “Bolsonaro acha que político só serve para carregar o piano dele”

A indicação do economista Abraham Weintraub para o Ministério da Educação provocou novo descontentamento no Centrão, que tinha esperança de que o presidente Jair Bolsonaro começaria a abrir o primeiro escalão do governo para os partidos. Em retaliação, líderes partidários ameaçam a atrasar a votação da reforma da Previdência na CCJ.
A estratégia passa por votar o texto do Orçamento impositivo antes de apreciar a reforma. Se esse script não for seguido, os líderes do Centrão prometem obstruir a votação. Assim, não se apreciaria nenhum dos dois temas.
Apesar de ter sido recebido na última terça-feira no gabinete do Palácio do Planalto por Bolsonaro, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), se diz cético de que o diálogo com Jair Bolsonaro vá melhorar.

“Ele (Bolsonaro) chamou os seis partidos mais importantes da Câmara para conversar e todo mundo imaginou que era a inauguração de uma nova fase. Mas no primeiro ministério que ficou vago ele pôs um outro que ninguém sabe de onde veio. Não precisava nomear um político, mas poderia ter ouvido. Ele só mostrou que não vai mudar nada. Continua achando que político é só para carregar o piano para ele”, criticou.