“Cargos e emendas” é o que os deputados querem para votar Previdência, diz líder do PSL na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem dito a interlocutores que a crise política aberta com o desgaste do secretário-geral da Previdência, Gustavo Bebbiano, pode “prejudicar muito” a tramitação do projeto governista na Casa. A informação é do colunista Lauro Jardim, do Globo.

Na tarde desta quinta-feira 14, o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros integrantes do alto escalão do governo para conhecer oficialmente o projeto elaborado e “bater o martelo” sobre pontos não consensuais.

Guedes defendia a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, enquanto Bolsonaro se posicionava por 65 anos e 60 anos, respectivamente. O resultado 65-62 representou uma conciliação entre as duas posições. Mesmo assim, o governo não deve ter vida fácil na Câmara para seu projeto.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse ao Broadcast Político, ligado ao jornal O Estado de S. Paulo, que o presidente Jair Bolsonaro não tem hoje uma base no Congresso para aprovar a reforma da Previdência. Waldir declarou que, para garantir governabilidade a Bolsonaro, os parlamentares querem participação no governo com cargos e emendas. “Hoje, o governo não tem base [para votar Previdência], está em formação. Hoje o que tem é o apoio de alguns grupos temáticos em relação a alguns”, disse o deputado, fazendo referência às bancadas ruralista, evangélica e da segurança pública. “Nós não queremos ficar só no Parlamento, queremos ajudar a governar e para isso temos que ter participação no governo”, declarou o líder, reforçando em seguida quais são os dois principais interesses dos deputados: “Cargos e emendas”.