Bolsonaro vetou, mas deputados e senadores têm tudo pronto para recompor emendas de R$ 1,8 bilhão; “Importantes para os estados”, justifica Omar Aziz

Deputados e senadores articulam a recomposição de R$ 1,8 bilhão das chamadas emendas de bancada vetadas pelo presidente Jair Bolsonaro ao sancionar o Orçamento de 2021. Os parlamentares querem destravar os recursos para destiná-los a obras em suas bases eleitorais, de olho na eleição de 2022. A movimentação já vinha ocorrendo antes das revelações sobre o ‘orçamento paralelo’, relacionado à emendas do relator, cujo repasse privilegiou congressistas alinhados ao Palácio do Planalto.

As emendas de bancada não contemplam apenas aliados do governo, o que torna a derrubada do veto uma pauta com adesão ampla no Congresso. A análise dos vetos passa a emperrar a pauta a partir da semana que vem. Coordenador da bancada da Amazonas, o senador Omar Aziz, também presidente da CPI da Covid, disse que os parlamentares do estado tentarão recuperar os R$ 216,4 milhões que foram vetados por Bolsonaro. “Esses recursos são importantes para a infraestrutura e o desenvolvimento sustentável do Amazonas. Vamos tentar reavê-los”, afirmou No ano passado, uma mudança na lei criou a ‘transferência especial’, modalidade em que o dinheiro das emendas de bancada cai direto no caixa de estados e municípios, sem depender da Caixa Econômica Federal. Com isso, o apadrinhamento de emendas de projetos variados, e não apenas sob alçada federal, ficou facilitado.