Bolsonaro diz que “muita gente de esquerda quer a minha morte” e faz associação com negativa em tomar vacina; “Deixa eu morrer, problema é eu, tá?”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou nesta 5ª feira (2.dez.2021) que não tomou a vacina contra a covid-19. O chefe do Executivo repetiu que a vacinação é facultativa e questionou pedido de autorização da Pfzer sobre vacinar crianças.

Eu vejo –acompanho mídias sociais e o pessoal mostra para mim– muita gente de esquerda, em especial, querendo a minha morte. Se quer a minha morte, por que fica querendo exigir que eu tome a vacina? Deixa eu morrer, problema é meu, tá?”, disse em live nas redes sociais.

Aos 66 anos, Bolsonaro poderia ter se vacinado desde 3 de abril no Distrito Federal. O chefe do Executivo afirma que as vacinas são experimentais e que já foi infectado pelo vírus e, por isso, estaria mais imune. O presidente foi diagnosticado com covid-19 em julho do ano passado.

Na transmissão ao vivo desta 5ª feira Bolsonaro falou sobre a possibilidade da farmacêutica Pfizer pedir autorização a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para liberar a vacinação de crianças de 6 meses a 5 anos com o imunizante.

A agência ainda não recebeu pedidos formais da Pfizer para essa faixa etária. A Anvisa ainda analisa a solicitação feita pelo laboratório para imunizar crianças de 5 a 11 anos. O presidente é crítico da farmacêutica, pois afirma que a empresa não se responsabiliza por efeitos colaterais causados pela vacina.

Bolsonaro declarou ser uma “decisão complicada para qualquer pai” escolher se vacinará ou não o filho contra a covid-19.

Não vou entrar em detalhes se Anvisa vai aprovar ou não, até porque não tenho qualquer ação diante da Anvisa. A Anvisa é independente, mas eu perguntaria para a Anvisa isso continua na bula da Pfizer ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’?”, disse.