Bolsonaro ataca banqueiros por manifesto pela democracia; “É o Pix que eu dei a paulada neles”, retruca presidente

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 28, que a Carta em Defesa da Democracia é uma reação dos banqueiros à criação do Pix e a um suposto fim do monopólio do setor bancário. Os mesmos argumentos já tinham sido apresentados na terça-feira, 26, pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).

“Você pode ver, esse negócio de carta aos brasileiros, à democracia, os banqueiros estão patrocinando. É o Pix que eu dei a paulada neles, os bancos digitais também, que nós facilitamos”, declarou o presidente a apoiadores. “Estamos acabando com o monopólio de bancos. Eles estão perdendo poder. Carta pela democracia… Qual a ameaça que eu estou oferecendo para a democracia?”, acrescentou.© Fornecido por EstadãoArthur Lira, Ciro Nogueira e Bolsonaro na convenção do PP, em Brasília, nesta quarta-feira, 27. Foto: Wilton Junior/Estadão

Na terça-feira, Nogueira também afirmou que o manifesto seria resultado de medidas do Banco Central, como a instituição de transferências bancárias via Pix que, para o senador licenciado, reduzem as taxas cobradas pelos bancos e culminam em uma redução anual de receitas que chega nos R$ 40 bilhões. “Então, presidente, se o senhor faz alguém perder 40 bilhões por ano para beneficiar os brasileiros, não surpreende que o prejudicado assine manifesto contra o senhor”, escreveu no Twitter.

Como mostrou o Estadão nesta quarta-feira, 27, a queda no faturamento dos bancos após o lançamento do Pix foi inferior a 2% do lucro. Os quatro maiores do País – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander – tiveram em 2021 seu maior lucro dos últimos 15 anos, de R$ 81 bilhões.

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