Com medo de greve, Bolsonaro abre pacote pró-caminhoneiro, mas decisão de segurar preço do diesel ainda está aberta

O governo anunciará hoje um pacote de medidas que representa um aceno aos caminhoneiros e busca dispersar qualquer possibilidade de uma nova greve da categoria. As ações incluem, entre outras coisas, aumento da fiscalização do cumprimento da tabela do frete, construção de locais de repouso nas rodovias com pedágio, lançamento de uma linha de crédito do BNDES e a conclusão de obras de infraestrutura nas principais rodovias nacionais.

As medidas em estudo incluem ainda incentivos a cooperativas de caminhoneiros, medidas para desburocratizar a obtenção de documentos e o Cartão Caminhoneiro, que já havia sido anunciado. O sistema deve entrar em funcionamento em 90 dias e permitiria que o motorista comprasse antecipadamente até 500 litros.

As medidas favoráveis aos caminhoneiros foram a pauta de um encontro entre os ministros da Casa Civil, da Economia, da Infraestrutura, das Minas e Energia, da Secretaria Geral, da Secretaria de Governo e dos presidentes da Petrobras, do BNDES e do diretor-geral da ANP. Chegou a ser cogitada uma mudança na periodicidade do reajuste do diesel, que poderia passar a ser mensal. Até a noite, porém, não havia definição se a medida seria levada adiante.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro deve discutir com o presidente da Petrobras, ministros e técnicos uma solução para o preço do combustível. Segundo fontes, a Petrobras poderia segurar por mais tempo o preço do diesel se forem mantidas as cotações atuais do câmbio e do barril do petróleo.