Bolsonarista protocola pedido de cassação de Joice Hasselmann por difamação; na polícia, deputada faz exame toxicológico; caso inexplicado

O jornalista Oswaldo Eustáquio protocolou na 2ª feira (26.jul.2021) pedido de cassação de mandato contra a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) por quebra de decoro. O pedido foi apresentado a mesa diretora da Câmara dos Deputados pelo advogado do jornalista, Ricardo Freire Vasconcellos.

O advogado explica que, em 5 de junho de 2020, Eustáquio já havia protocolado um pedido de cassação da deputada, que não foi levado adiante.Publicidadex

Quando houve o caso de Daniel Silveira [que teve o mandato suspenso pelo Conselho de Ética da Câmara em 7 de julho], nós cobramos uma posição da Câmara, que ficou inerte”, fala o advogado. “Nós aditamos essa denúncia antiga, a reavivamos (…) e fomos para cima da deputada”, declara. “Agora, eu exijo que a Câmara analise o pedido.

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Na ação (íntegra – 269 KB), o advogado argumenta que Hasselmann “ataca pessoas sem o devido processo legal e imputa atos sem comprovação”. Uma dessas pessoas é a deputada Bia Kicis (PSL-DF), que teria sido chamada de “vagabunda” pela colega.

Ao difamá-la, atinge diretamente a imagem da Câmara dos Deputados, ainda mais, quando se utiliza do aparato do Gabinete para assim proceder”, lê-se no documento.

O pedido ainda cita caso envolvendo Patrick Folena, vice presidente do Movimento Avança Brasil. A deputada o acusou de ser membro do chamado “gabinete do ódio” e disse que iria pedir sua prisão.

Hasselmann publicou em seu perfil no Twitter um print de uma postagem que teria sido feito por Folena: uma montagem com duas fotos da deputada –uma das agressões sofridas por ela em 18 de julho– com a frase “diga não às drogas”.

O publicação de Hasselmann, segundo a ação, “ultrapassa todos limites da urbanidade, da educação e de seus poderes como Parlamentar, que não possui poder de polícia para pedir prisão por cidadão em razão de suposto post que não é de sua autoria configurando- se abuso de autoridade, e stalking, pelo simples fato de ser um apoiador do Presidente da República”.

No pedido, o jornalista argumenta ainda que Hasselmann fere a Lei de Segurança Nacional ao realizar “atos difamatórios ao chefe máximo da República, o eminente Presidente Jair Bolsonaro”.