Bolsa atinge os 129 mil pontos pela 1ª vez na história; dólar cai; perspectiva de vacinação completa em SP anima mercado

A Bolsa tocou pela primeira vez a linha de 129 mil pontos nesta quarta-feira, 2, e segue renovando máximas históricas, enquanto o dólar à vista bateu na mínima do dia a R$ 5,06, uma conjunção alimentada pela expectativa de que a vacinação contra covid-19 no Estado de São Paulo possa ser concluída para os adultos até o fim de outubro e por sentimento bem mais positivo com relação à situação econômica e fiscal, após os mais recentes dados sobre arrecadação federal, contas públicas e o PIB.

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Às 14h32, o Ibovespa estava em alta de 0,69%, a 129.146,88 pontos. Na máxima, às 13h26 o Ibovespa foi aos 129.325,63 pontos, em alta pouco acima de 0,8%. Já a moeda americana estava em queda, cotada a R$ 5,0795.

Os ganhos são bem moderados em Nova York, limitados a 0,20% (S&P 500). A Ptax fechou a quarta-feira cotada em R$ 5,1147, em baixa de 0,95%. Ao perfurar as linhas de 126,2 mil e 128,2 mil pontos com certa rapidez, o Ibovespa tende a buscar resistência seguinte aos 131.580 pontos, aponta em análise gráfica Igor Graminhani, da Genial Investimentos.

JBS

As ações ordinárias da JBS recuam 0,55% nesta tarde, com o mercado atentos aos novos desdobramentos do ataque cibernético que afetou as operações da empresa na América do Norte e na Austrália. De acordo com analistas do Citi, a notícia claramente não é boa para a empresa, mas ainda é difícil quantificar o impacto dos danos nesta fase.

Na visão da S&P Global Ratings, o ataque cibernético levanta preocupações sobre a capacidade do frigorífico de controlar riscos, prejudicando sua reputação, embora isso provavelmente seja administrável no curto prazo.

Segundo Luis Sales, analista da Guide Investimentos, o ataque suspendeu as operações da JBS por apenas um dia e não deve trazer grandes alterações para o resultado do segundo trimestre. “Em todo caso, os ataques cibernéticos surgem como um novo risco as empresas e que deve ser monitorado em caso de eventuais danos mais graves”.