Gustavo Bebbiano

Bebbiano recua, nega ter chamado Bolsonaro de ‘louco’ e diz que precisa ‘esfriar a cabeça’

BR: O ministro Gustavo Bebbiano fez um recuo estratégico neste domingo 17 na guerra aberta com o clã Bolsonaro. Ele negou informação veiculada na coluna Lauro Jardim, no jornal O Globo deste domingo 17, segundo a qual ele teria chamado o presidente Jair Bolsonaro de ‘uma pessoa louca’.

“Não disse isso”, negou Bebbiano, em entrevista no hotel em que está hospedado, em Brasília.

Matéria completa a respeito foi postada on-line pelo jornal O Estado de S. Paulo, de autoria das jornalistas Camila Turtelli e Anne Warth.

Acompanhe:

BRASÍLIA – Magoado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, se sente traído e abandonado e não deve poupar o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, caso se concretize sua exoneração nesta segunda-feira, 18.

A interlocutores, Bebianno tem deixado clara sua mágoa com a atitude do vereador do Rio de Janeiro que tentou lhe cunhar a pecha de mentiroso. Em conversas, o ministro diz que o “ciúme exacerbado” que Carlos tem do pai foi posto acima do projeto de melhorar o País, ao qual ele se empenhou nos últimos anos, como coordenador e incentivador da campanha de Bolsonaro desde os primórdios.

Ao conquistar a empatia de Jair Bolsonaro, Bebianno virou automaticamente um alvo de Carlos, avaliam o ministro e seus interlocutores.

O ministro, por sua vez, enxerga no vereador uma pedra no sapato do presidente, e só se refere a Carlos com adjetivos que desqualificam sua capacidade intelectual. O ministro pode guardar cartas na manga com o potencial de expor Carlos, inclusive com consequências para o pai.

Pessoas próximas dizem que ele não terá receio em fazer isso. “Ele vai atirar”, aposta um interlocutor diário. Mas o alvo não é o presidente, embora a artilharia possa respingar em Jair. O ministro nega que tenha qualificado o presidente como “louco, um perigo para o Brasil”, como relata o colunista Lauro Jardim, no Globo. “Não, não disse isso”, afirmou Bebianno, quebrando o silêncio que se impôs neste domingo, 17, em conversa com o Estado.

Por enquanto, no entanto, Bebianno está se resguardando. Ele quer aguardar o desfecho oficial de seu papel no governo, com a publicação de sua saída no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira. “Preciso esfriar a cabeça”, disse Bebianno neste domingo a interlocutores.