Batendo desespero; com popularidade de Bolsonaro definhando, Planalto quer contratar empresa de pesquisa para superar mau momento

O governo planeja abrir nos próximos dias edital público de licitação para contratar empresas especializadas na prestação de serviços de pesquisa de opinião pública. A intenção é, por meio dos dados, aprimorar o planejamento das campanhas publicitárias que serão veiculadas a partir de 2022.

Desde a entrada do coronel André de Sousa Costa na Secom (Secretaria de Comunicação), a equipe tem sido incentivada a sistematizar os processos, com uma intensa cobrança por resultados.

A retomada das pesquisas, suspensas desde 2018, foi uma forma encontrada para melhorar o desempenho das peças publicitárias.

A publicidade é uma das áreas prioritárias do Executivo, pois, na avaliação do Planalto, há ainda espaço para contrapor o que, na análise do governo, são notícias veiculadas para apontar fragilidades da gestão. Bolsonaro e aliados chamam de “desinformação”.

Para 2022, ano eleitoral, o governo prepara uma série de ações, tanto nas mídias sociais quanto nos veículos de comunicação tradicionais, para, com a máquina na mão, fazer frente a seus adversários e opositores.

São ações publicitárias, no Brasil e no exterior, entrevistas para jornalistas e intensificação das publicações nas páginas oficiais em redes sociais.

Fora as pesquisas de opinião, no eixo principal de ação, o governo já abriu licitação no valor de R$ 450 milhões para contratar 4 agências de publicidade.

As empresas têm a missão de elaborar campanhas institucionais ao longo do ano. Como de costume, as escolhidas terão contrato de 1 ano de duração com possibilidade de ser prorrogado. Eis a íntegra do edital (1,7 MB).

O governo também publicou outro edital (4 MB), no valor de R$ 60 milhões por ano, para aprimorar a comunicação governamental no Brasil e no exterior. Na licitação, está prevista a contratação de intermediárias que escalarão funcionários para compor a assessoria de imprensa em Washington (EUA), Londres, Paris e Jerusalém.

A concorrência julgará a “melhor técnica”. Para isso, as agências devem apresentar uma campanha fictícia sobre o 7 de Setembro. As propostas foram enviadas até 4 de novembro.

Nas orientações sobre a campanha, o governo afirma que o material a ser produzido “terá o importante desafio de fazer frente a informações não correspondentes à realidade disseminadas por parte da mídia e em redes sociais”.