“Bandido”, “corrupto”, “vendedor de sentenças”, diz Kajuru de Gilmar Mendes, que pede providências a Toffoli; como ele vai reagir pelo STF?

BR: Se a moda pega, senadores poderão disparar tiros verbais de todo calibre contra figuras carimbadas da República, mas, por outro lado, se houver repressão mais uma crise institucional pode ter início no Brasil.

O caso envolve o recém-eleito senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e o ministro Gilmar Mendes, do STF. Entre eles, acusações pesadas da parte do primeiro e um movimento de defesa feito pelo segundo junto ao presidente do STF, Dias Toffoli.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Kajuru acusou Gilmar de ser “bandido”, “corrupto”, “vendedor de sentenças” e “sócio de Aécio Neves”. Ele não apresentou as provas do que estava dizendo, mas certamente contou com a proteção da imunidade parlamentar ao abrir suas baterias.

Ofendido, Gilmar comunicou o fato ao presidente do STF, Dias Toffoli, para uma tomada de providências. A atitude de Toffoli pode, nesse caso, determinar linhas importantes para se saber em até que nível se pode acusar alguém sem provas e, também, até onde a imunidade parlamentar permite a um político falar o que quer sem sustentar factualmente o que disse. Após determinar a abertura de um inquérito para apurar ataques ao Supremo, como Toffoli vai reagir entre um senador populista e um ministro polêmico?