Atacado nas redes sociais, Renan identifica e pede ao Twitter cancelamento de 3 mil robôs bolsonaristas: “Profilaxia contra negaciovírus”

Indicado pela maioria dos membros da CPI como relator da comissão, o senador Renan Calheiros virou alvo da militância bolsonarista nas redes digitais, registra O Globo (6). Ele começou a usar um aplicativo que identifica indícios de automatização em contas do Twitter. Com base nisso, ele pediu à rede social o bloqueio de cerca de três mil contas que lhe fizeram ataques.

Apenas no último domingo, segundo o senador, de mil menções ao seu nome na relatoria, 67% foram feitas por robôs. “Até a próxima sexta-feira vou me dedicar a estudar temas da CPI e fazer uma profilaxia digital, Para evitar a infecção do radicalismo, o contágio dos extremistas e o ‘negaciovírus’, farei um isolamento sanitário”, publicou Renan.

A campanha contra ele, divulgada com a hashtag #RenanSuspeito, entrou nos assuntos do momento no Twitter na manhã de domingo e ficou até ontem. Ela começou por aliados do presidente Jair Bolsonaro, com os deputados Alê Silva, Carla Zambelli e Carlos Jordy, além do ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio. A suspeição de Renan seria por ele ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho. A deputada Zambelli anunciou que ingressou com uma ação na Justiça Federal para que Renan não assuma a relatoria da CPI.