Brazil's Environment Minister Ricardo Salles gestures during a meeting with a Senate committee in Brasilia, Brazil March 27, 2019. REUTERS/Ueslei Marcelino

Assédio moral coletivo é denúncia contra Salles, do Meio Ambiente; acusações em seis estados e DF; má repercussão no G-20

Servidores do Ibama que atuam em seis Estados e no Distrito Federal enviaram representação ao Ministério Público Federal (DF) em que pedem que o órgão apure a conduta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Eles acusam o ministro de adotar práticas de “assédio moral coletivo”. Procurado, Salles disse que preferia não comentar o caso. O MPF também não se manifestou sobre o assunto até o momento. Nas representações, declaram que o ministro utiliza uma “conduta atentatória contra os princípios da administração pública federal”.

Neste ano, três diretores do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente(MMA), pediram exoneração. O então presidente do órgão, Adalberto Eberhard, já havia pedido exoneração, após o ministro determinar a abertura de um processo administrativo contra funcionários do ICMBio do Rio Grande do Sul, que, segundo ele, deveriam estar em um evento, mas não estavam – os funcionários afirmam que sequer foram convidados para a cerimônia.

Já Salles mandou exonerar Fernando Weber, que chefiava o Parque Nacional Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, depois de uma reunião que fez no local com produtores rurais.

No Ibama e no ICMBio, funcionários afirmam que não podem mais se manifestar sem antes submeterem ao MMA. As áreas de comunicações dos dois órgãos foram desmontadas e centralizadas no ministério.