*** FOTO DE ARQUIVO *** BRASÍLIA, DF, 15.01.2020 - O Presidente Jair Bolsonaro durante entrevista na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília. (Foto: André Coelho/Folhapress)

“Assassino”, “miliciano”, “bandido”; grupo xinga e vaia Bolsonaro após reunião com Pazuello; sem vacina, sem seringa, sem plano, sem data

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve hoje (5) em uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O encontro, que aconteceu no Ministério, inicialmente não estava na agenda oficial do presidente, mas foi incluído horas antes de acontecer e durou cerca de uma hora e meia. Na saída, o presidente foi vaiado por um grupo de manifestantes, com cerca de 20 pessoas. Eles tocaram uma marcha fúnebre enquanto o comboio presidencial se afastava. Bolsonaro foi chamado de “miliciano”, “assassino” e “bandido” pelo grupo. Também havia apoiadores aguardando a saída de Bolsonaro do prédio, que chamaram pelo presidente. Não houve confronto entre os grupos.

Bolsonaro não falou com a imprensa e saiu do Ministério da Saúde direto para o Palácio Alvorada. Governadores cobram Ministério Mais cedo, em uma reunião por videoconferência com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, governadores cobraram do Ministério da Saúde um cronograma de vacinação contra a covid-19 para todo o país. Segundo um dos participantes do encontro, o secretário voltou a dizer que o governo prevê o início da vacinação ainda em janeiro. A prioridade deverá ser dada a profissionais na linha de frente ao combate da pandemia em hospitais e a moradores de instituições de longa permanência para idosos.

De manhã, em uma conversa com apoiadores no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que “o Brasil está quebrado” e que não “consegue fazer nada”. O presidente mais uma vez minimizou a pandemia do novo coronavírus, dizendo que ela “é potencializada pela mídia” e atrapalhou os planos econômicos do governo. “Chefe, o Brasil está quebrado, não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de renda? (mas) teve nesse ano (2020) esse vírus potencializado pela mídia que nós temos”, afirmou Bolsonaro a um apoiador.