‘Assassino’, ‘genocida’, ‘fora Bolsonaro’; panelaços se espalham por todas as regiões e capitais do país; classe média descobre que presidente é farsante

O presidente Jair Bolsonaro foi alvo de “panelaços” na noite desta sexta-feira em cidades espalhadas por todo o país. As manifestações contrárias ao presidente foram  convocadas nas redes sociais em meio ao colapso do sistema de saúde do Amazonas pelo crescimento de casos e mortes causadas pela Covid-19 em todo o estado e a situação da pandemia do novo coronavírus no país.

No Rio de Janeiro, foram registrados panelaçõs em bairros da Zona Sul, como Ipanema, Copacabana, Botafogo, Humaitá, Flamengo e Leme. Há ainda registros de manifestações na Lapa e Santa Tereza, no Centro da cidade, e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Em São Paulo, os panelaços e gritos de “fora Bolsonaro”, “genocida” , “impeachment já” e “governo assassino” começaram a ser ouvidos um pouco depois das oito horas da noite em diferentes bairros. O protesto foi intenso em Pinheiros, Vila Madalena, Pompeia, Jardins, Vila Mariana, Higienópolis. Moema e Campo Belo. Em alguns lugares, o primeiro panelaço de 2021 soou como o maior desde a posse de Jair Bolsonaro.

Nas redes sociais, há relatos de na Asa Norte e na Asa Sul de Brasília; Manaus, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Panelaço na Rua General Glicério em Laranjeiras contra o governo Bolsonaro Foto: Luiza Moraes / Agência O Globo
Panelaço na Rua General Glicério em Laranjeiras contra o governo Bolsonaro Foto: Luiza Moraes / Agência O Globo

Manaus enfrenta um colapso no atendimento de saúde, segundo o ministro Eduardo Pazuello. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), chegou a estabelecer um toque de recolher para reduzir a incidência da Covid-19.

Os hospitais da capital amazonense estão sem oxigênio e leitos necessários para o atendimento de todas as pessoas contaminadas por Covid-19 em estado grave. Desde quinta-feira, pacientes passaram a ser transferidos para outros estados em busca de atendimento.

Fornecedoras de oxigênio, que têm que enviar o produto em cilindros de avião até a Amazônia, argumentam que há um gargalo no fornecimento em função da alta demanda Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Fornecedoras de oxigênio, que têm que enviar o produto em cilindros de avião até a Amazônia, argumentam que há um gargalo no fornecimento em função da alta demanda Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

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Crise causada pelo novo surto de Covid-19 vem sendo agravada pela falta de oxigênio, o insumo mais importante para o tratamento dos casos graves da doença Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Crise causada pelo novo surto de Covid-19 vem sendo agravada pela falta de oxigênio, o insumo mais importante para o tratamento dos casos graves da doença Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Parentes aguardam em fila para comprar botijão de oxigênio de em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Parentes aguardam em fila para comprar botijão de oxigênio de em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Logística para fazer chegar oxigênio a Manaus é complexo, envolvendo transporte aéreo e fluvial, vindo de outros estados Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Logística para fazer chegar oxigênio a Manaus é complexo, envolvendo transporte aéreo e fluvial, vindo de outros estados Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

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No mesmo dia em que o mundo passou de 2 milhões de mortes por Covid-19, o Brasil registrou 1.131 novos óbitos nas últimas 24 horas, dos quais 113 ocorreram no Amazonas. No total, são 208.291 vidas perdidas desde o início da pandemia. Também foram registrados 68.138 novos contágios, totalizando 8.394.253.