Artistas lamentam incêndio em galpão da Cinemateca Brasileira; 4 toneladas de material perdidos; “Queimamos junto”, escreveu Bárbara Paz

Famosos usaram as redes sociais para lamentar o incêndio que atingiu o galpão da Cinemateca Brasileira, localizado na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, na noite desta quinta-feira (29).

Segundo informações dos bombeiros, o fogo começou quando uma empresa terceirizada fazia manutenção do ar condicionado na noite desta quinta-feira (29). Não houve vítimas.

Os atores Leandra Leal e Gustavo Machado, e o governador de São Paulo, João Doria, foram alguns dos que usaram as redes para se manifestar.

Kleber Mendonça Filho, cineasta brasileiro e membro do júri do Festival de Cannes

“Um incêndio atingiu a Cinemateca Brasileira na noite passada, em São Paulo. Quatro toneladas de material foram perdidos. Após o incêndio no Museu Nacional do Rio e múltiplos pedidos de ajuda na comunidade do cinema (20 dias atrás, eu falei sobre isso em Cannes), nada foi feito. Não parece que isso foi um acidente.”https://www.instagram.com/p/CR8ap8VsdqU/embed/captioned/?cr=1&v=12https://2cb26925e1ceb8c51c1bafa15f7c5bcb.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Bárbara Paz, atriz e diretora

“Queimamos juntos”https://www.instagram.com/p/CR7fDh7lbnO/embed/captioned/?cr=1&v=12

Laís Bodansky, cineasta

“Incêndio no galpão da Cinemateca Brasileira com mais de 2 mil copias de filmes da história do audiovisual brasileiro. Já se sabia que isto podia acontecer pela omissão do governo federal na gestão da Cinemateca. Isso é crime.”

Ainda na noite de quinta-feira (29), em entrevista ao “J10”, Laís falou sobre o incêndio.

“É um dia de luto pro audiovisual brasileiro, pra nossa indústria do cinema brasileiro, porque de fato nossa memória está sendo apagada. Já vinha sendo, isso é um projeto. Se tem uma coisa que esse governo atual tem como projeto, é desfazer toda a nossa indústria cultural, nossa memória. O dia de hoje é simbólico porque esse incêndio está apagando completamente o que nos resta.”

“É uma tristeza geral. Quando vi a notícia, o choro veio, entalou na garganta porque é inacreditável. É inacreditável porque não é por falta de aviso de forma alguma, não por falta de o próprio setor se movimentar, pedir ajuda, a sociedade civil se mobilizou. Se algumas coisas foram feitas, foi por causa dessa mobilização. Mas não dava pra fazer. Nos grupos de WhatsApp que participo, todo mundo está se perguntando: ‘Faltou alguma coisa que a gente não fez?’. Está todo mundo se culpando: ‘O que a gente poderia também ter feito a mais?’. Então tem muita dor, muita tristeza.”