Arapongagem do general Heleno sobre bispos da Igreja Católica pode abrir crise com Papa Francisco

Mais uma crise de dimensões internacionais eclodiu dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro. Reportagem da jornalista Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo, revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está monitorando as atividades de bispos da Igreja Católica e de ONGs ligadas à instituição. O trabalho de espionagem está sob a batuta do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, para que a Igreja Católica sempre foi um braço do PT.

Com o objetivo de evitar que, em outubro, um Sínodo (assembleia de religiosos) sobre a Amazônia, a ser realizado em Roma, resulte em críticas ao governo brasileiro, o governo já mobiliza diplomatas na capital romana para evitar, junto à Santa Sé, que a reunião derive para ataques a Bolsonaro e sua política ambientalista, considerada pelos bispos favorável a desmatadores e perseguidores de índios.

Um dos problemas dessa iniciativa é a de que o Sínodo será realizado, entre 6 e 29 de outubro, com a presença do Papa Francisco. Dificilmente, avaliam observadores especializados, ele ficará ao lado dos bolsonaristas e contra os líderes de seu próprio rebanho.

A questão primeiro, no entanto, diz respeito às atividades da Abin sob o comando do general Heleno. Depois de um bom tempo sem ser notícia na mídia, a Agência volta a aparecer como um centro de arapongagem, apoiada nessa missão interna, inclusive, pelos comandos militares da Amazônia, com sede em Manaus, e do Norte, cujo quartel central fica em Belém.

A ação da Abin vem despertando críticas cada vez mais pronunciadas na mídia brasileira, com ecos fortes no Vaticano. Conhecido por manifestar abertamente suas posições, não se descarta que o Papa em pessoa entre diretamente nesse imbróglio, lançando mais uma vez o governo Bolsonaro na berlinda internacional.

Com a Abin do general Heleno, sabe-se a partir de caso, não só os bispos, mas qualquer um pode estar sendo espionado neste momento. Você gosta da sensação de poder estar sendo monitorado pelo governo em suas atividades? fffff