Após crescer com promessa de popularização, XP dobra valor mínimo de aplicação

BR: As corretores independentes têm mesmo condições de praticar uma política agressiva de rendimentos a seus clientes? As promessas de não cobrança de taxas na hora de conquistar esses clientes são sustentáveis ao longo do tempo?

Essas perguntas voltaram a ser feitas no mercado financeiro nacional depois a mais vistosa das bandeiras de corretoras – a XP – anunciar a elevação do valor mínimo para investimentos em produtos de renda fixa. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a justificativa oficial de ampliar a diversificação do pequeno investidor trouxe questionamentos do mercado sobre a liberdade de decisão de clientes e, ao mesmo tempo, reabriu o debate sobre a sustentabilidade financeira das corretoras.

A medida foi implementada neste mês em meio a ruídos, diz a Folha. Inicialmente, a corretora havia elevado a R$ 30 mil o valor mínimo de investimento de clientes da XP e a R$ 20 mil para a Rico, outra marca da empresa. Depois, voltou atrás. Até a mudança, a empresa tinha valor mínimo de aplicação de R$ 5.000.

No caso dos produtos de renda fixa, o ganho das corretoras vem da diferença de remuneração oferecida pelo banco emissor do investimento e o rendimento que aparece para o cliente da corretora.

Como exemplo: um CDB que aparece no site com remuneração de 100% do CDI poderia render ao investidor 102%. Essa diferença é o ganho da corretora.

O problema, alerta a Folha, é que, à medida que a taxa de juros cai, diminui o espaço das instituições financeiras para cobrar esse spread. Outra receita que as corretoras tinham com renda fixa era a taxa de custódia, que foi abolida em 2016 pela XP e pela Rico, que foi comprada pela primeira no fim daquele ano. Na prática, isso reduz a receita das empresas. É por isso que o mercado pergunta: essa fórmula é mesmo viável? able 6 Co