Bolsonaro faz discurso ideológico, pede apoio aos EUA, ataca Cristina Kirchner e insinua sobre Dilma: “Mãos sujas de sangue”

BR: Finalmente, após protestos, cancelamentos e barração final em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira 16, em Dallas, o prêmio de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA. Também agraciado, o secretário Mark Pompeo, do governo Donald Trump, não compareceu. Mandou um vídeo.

“A grande desvantagem de ter bons ministros, é que eles roubam o nosso discurso”, iniciou Bolsonaro. Depois, outra piadinha:

“Eu disse ao João Doria e o ministro Sergio Moro, agraciados antes aqui, que o nível do prêmio está subindo”, disse referindo-se a si próprio.

“Realmente aconteceu o que eu chamo de milagre no Brasil, ou melhor, dois”, afirmou. “Um foi eu ter as sorte de estar vivo, e outro foi a minha vitória”, completou. “Com a chegada nossa ao governo, eu usei uma máxima que extraí da Bíblia Sagrada, em João, capítulo 2: ‘a verdade vos libertará”, afirmou.

“Se vocês fossem isentos, já seria um sinalizador de que o Brasil poderia ocupar um lugar de destaque no mundo”, disse em seguida, referindo-se com crítica à mídia.

“Quem ocupou o governo teve suas mãos com manchas de sangue, pela morte do capitão Charlie Sander”, acusou Bolsonaro, apontando, sem dizer o nome, para a ex-presidente Dilma Rousseff.

“A esquerda brasileira tomou não só a mídia brasileira, mas também as universidades”, disse Bolsonaro, “Com amigos no exterior, que se preocupam com o Brasil, venceremos”, acrescentou, agora num aceno aos Estados Unidos. “O Brasil de hoje é amigo, respeita e quer os Estados Unidos do nosso lado”, insistiu.

Numa opinião nada diplomática sobre as eleições de outubro na Argentina, Bolsonaro manifestou oposição à eleição de Cristina Kirchner. “Amiga do Lula, do Chávez, do Maduro, do Fidel Castro”, elencou, em tom de crítica.

E com mais elogios aos EUA, encerrou seu discurso.