Animada, oposição quer ampliar atos contra Bolsonaro e aumentar pressão por impeachment

Organizadores dos atos contra o governo Bolsonaro esperam definir, até quarta-feira, 23, o modelo e datas de novas manifestações. Com o diagnóstico de ampliou-se a adesão aos protestos no último sábado, em relação à manifestação de maio, entidades e partidos da oposição discutem agora se devem ou não intensificar a mobilização, inclusive com ações que podem ir além das grandes passeatas.

Três fatores são considerados determinantes nos próximos passos do grupo: o avanço das investigações da CPI da Covid, o recrudescimento da pandemia e a data de entrega de um novo pedido de impeachment – desta vez assinado por diversos partidos e movimentos sociais.© DANIEL TEIXEIRA/ ESTADÃO O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro no sábado, 19 de junho, na Avenida Paulista em São Paulo

Chamado de “superpedido” de impeachment por alguns signatários, o documento deve reunir as acusações de crime que constam nos mais de cem pedidos já protocolados na Câmara contra Bolsonaro. A Associação Nacional de Juristas pela Democracia (ABJD), que se uniu a advogados de partidos da oposição no plano do impeachment unificado, sinalizou a lideranças que os estudos para o documento estão avançados e que o texto estará em condições de ser apresentado nas próximas semanas. Há cerca de dois meses, uma reunião para discutir o pedido de impeachment unificado contou com a presença tanto de lideranças da esquerda quanto os deputados Joice Hasselmann e Alexandre Frota (PSDB), dois dissidentes do PSL.

Organizadores da campanha nacional contra Bolsonaro devem se reunir nesta segunda-feira, 21, e na terça para discutir a realização de novos atos. No sábado, algumas lideranças políticas defenderam aumentar ainda mais a pressão nas ruas.