Amazônia perde uma cidade de São Paulo este ano e bate recorde de desmatamento, 60% maior que no ano passado: proteção de Bolsonaro e Salles a madeireiros dá certo 100%!

Dados atualizados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelam que o desmatamento na Amazônia aumentou, em junho, quase 60% em comparação ao mesmo período de 2018, destaca o Globo (20). A floresta perdeu 762,3km² de mata nativa, contra 488,4km² de junho do ano passado. No acumulado de 2019, a destruição corresponde a uma vez e meia a área da cidade de São Paulo: 2.273,6km². É o pior registro desde 2016. A divulgação dos números do Inpe acontece três dias depois do anúncio do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que tem condicionantes ambientais, e põe em risco as metas do Brasil para o Acordo de Paris. O Ministério do Meio Ambiente não se pronunciou.

Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, o quadro mostra que o discurso oficial de “combater a indústria de multas” e contrário à destruição legal de equipamentos de desmatadores acaba por favorecer o desflorestamento. “Se você diz que vai tirar o governo das costas de quem quer produzir, estamos, na verdade, tirando o governo das costas de quem está cometendo crimes ambientais”, avalia.

‘EQUIPES EM CAMPO’

Sobre as críticas de Salles ao monitoramento do Inpe, o ambientalista é taxativo:

—O sistema mensal do Inpe visa a alertar os órgãos ambientais para que vão a campo para acabar com o desmatamento. Ele não detecta o desmatamento em sua totalidade. Esses números mostram uma tendência muito forte, mas não permitem dizer que foi só isso que foi desmatado — explica o secretário-executivo. O pesquisador do Instituto Socioambiental Antonio Oviedo pontua que a “retomada do desmatamento” teve início no governo de Michel Temer, com a publicação de medidas legais, como a chamada lei da grilagem. No atual governo, segundo o pesquisador, há uma “narrativa” que, entre outras coisas, desautoriza operações. 00000000000000