Alcolumbre na alça de mira: risco de cassação pelo TSE e inquérito secreto no STF

O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está enrolado na Justiça. Alvo de três ações no TSE e de dois inquéritos no STF envolvendo supostas fraudes na campanha de 2014, o aliado do presidente Jair Bolsonaro e cria política do chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ele usou empresas da família e do contador e presidente do comitê financeiro do DEM para justificar gastos de R$ 763 mil que estão sob suspeita. Em novembro passado, a ministra Rosa Weber, do STF, negou pedido de arquivamento da investigação e autorizou a quebra de sigilo bancário do contador da campanha de Davi, Rynaldo Gomes. Ele recebeu R$ 478 mil da candidatura do senador e do comitê do DEM. Os inquéritos estão em segredo de Justiça.

Gomes é peça central tanto nas ações no TSE, que pedem a cassação de mandato de Davi por abuso de poder econômico, quanto nos inquéritos no STF, que investigam falsidade ideológica. O TRE-AP indeferiu o pedido de cassação de mandato em 2016 entendendo que a participação ou ciência de Davi sobre a fraude não foi comprovada. Mas em abril do ano passado, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, defendeu em três pareceres a cassação do mandato de Davi e dos dois suplentes, entre eles Josiel Alcolumbre, irmão do senador. O procurador afirmou que “restou comprovada a contaminação da campanha eleitoral” de Davi pelas “ações ilícitas em tratativa”.