Acusado de racismo, Weintraub diz que “fica de joelhos” diante da Embaixada da China para pedir perdão; condição é entrega de mil respiradores ao Brasil; chineses o veem como “desprezível”

Acusado de racismo pela embaixada da China, o ministro da Educação Abraham Weintraub disse que pedirá desculpas de joelhos se o país asiático fornecer mil respiradores ao Brasil pelo preço de custo.

“Se eles venderem corretamente os mil respiradores, eu fico de joelhos em frente à embaixada, peço perdão e digo que fui um imbecil”, disse o ministro em entrevista a Rádio Bandeirantes. “Eu topo me humilhar para salvar a vida de brasileiros”, completou.

No último domingo, 5, o ministro utilizou quadrinhos da Turma da Mônica para criticar a China no Twitter.

Em resposta ao post, a Embaixada da China no Brasil disse que as declarações são “completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”.

Essa não é a primeira vez que as relações diplomáticas entre os dois países estremecem após falas de membros do governo ou do congresso. Em março, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro acusou a China de ter “escondido” o novo coronavírus.