XP enfrenta tempestade perfeita: ações caem 20,27% na Nasdaq pela desconfiança nos números da corretora de Benchimol e do Itaú no dia da pandemia do coronavírus

BR: Na crise de fuga de capitais que se acelera hoje nas bolsas de valores de todo o mundo, a corretora brasileira XP sofre com uma tempestade perfeita contra si na Nasdaq, de Nova York. Antes do encerramento do pregão, os papéis da empresa que tem como sócios principais o fundador Guilherme Benchimol e o banco Itaú, das famílias Setúbal, Moreira Salles e Viella, despencavam 20,27%, figurando entre as maiores perdas do dia. Além do pânico provocado pela declaração de pandemia de coronavírus, feita pela OMS, a XP também enfrenta um processo sigiloso na SEC, a autoridade máxima do mercado de ações americano.

Analistas avaliam que a forte punição dos investidores à XP tem como pano fundo o processo aberto contra a corretora na SEC americana, por fraudes em relatórios e transmissão de informações falsas ao mercado no período anterior ao lançamento de ações, no final do ano passado. Pelo menos cinco bancas de advocacia especializadas em litígios já estão amealhando clientes que se sentiram lesados pela XP, cujas ações começaram a perder valor desde os primeiros rumos da abertura do processo. A perda se acelerou quando a SEC, na última sexta-feira, anunciou que havia aceitado as alegações iniciais e abrira um processo que corre em sigilo.

Também na Nasdaq, as ações das ‘maquininhas’ de pagamentos brasileiras Stone e PagSeguro também sofrem quedas, respectivamente de 11,93% e 7,38%. Na bolsa eletrônica, o índice cai 4,91%, aos 7.934 pontos.