“A verdade fica doente, mas morre”, sentencia Lula; Batochio diz que tentou, mas nunca foi recebido por Moro; “Com os acusadores, um tratamento muito diferente, não?”

BR: Em reunião com os advogados José Roberto Batochio e Cristiano Zanin, em sua cela na Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente Lula se disse impressionado “com a promiscuidade” envolvendo as relações do então juiz Sergio Moro com o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol.

“A verdade fica doente, mas não morre”, sentenciou Lula, que nunca admitiu culpa nos processos em que foi declarado culpado por Moro, nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. No primeiro caso, Moro condenou o ex-presidente por “fatos indeterminados”.

O conteúdo das conversas vazadas entre Moro e Dallagnol, no Telegram, será usado pela defesa no processo movido pelo ex-presidente na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

O advogado José Roberto Batochio, um dos mais respeitados do País, apontou a diferença de tratamento dedicado por Moro, quando juiz, para a acusação e a defesa.

“Ele [Moro] disse que sempre recebeu advogados e tratou todo de forma igual. Eu mesmo não fui recebido por ele”, lembrou, citando a ocasião do primeiro interrogatório de Lula na Justiça Federal do Paraná. “Com os acusadores, o tratamento era muito diferente, não?”, explicou Batochio.