2ª onda na Europa; Johnson ordena volta de quarentena nacional no Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ordenou que a Inglaterra volte a uma quarentena nacional, no momento em que o Reino Unido ultrapassou a marca de um milhão de casos de Covid-19 e uma segunda onda de infecções ameaça sobrecarregar o serviço de saúde. Portugal, por sua vez, ampliou as restrições, atingindo 7,1 milhões de pessoas a partir de 4 de novembro, a maior parte de sua população.

O Reino Unido tem o maior número oficial de mortes causadas por Covid-19 na Europa e enfrenta mais de 20 mil novos casos de coronavírus por dia. Cientistas alertaram que, se a tendência continuar, o “pior cenário” de 80 mil mortes pode ser ultrapassado.

Johnson, em uma entrevista coletiva convocada às pressas em Downing Street, a residência oficial, depois que a notícia dos planos oficiais vazou para a mídia local, disse que a quarentena de um mês em toda a Inglaterra começaria um minuto depois da meia-noite na manhã de quinta-feira e duraria até 2 de dezembro.

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Em algumas das restrições mais onerosas da história dos tempos de paz do Reino Unido, as pessoas só poderão sair de casa por motivos específicos, como educação, trabalho, exercícios, compras de itens essenciais e remédios ou cuidar dos vulneráveis.

— Agora é a hora de agir porque não há alternativa — disse Johnson, acompanhado por seu médico-chefe, Chris Whitty, e seu consultor científico-chefe, Patrick Vallance.

O governo vai reativar seu esquema de subsídio salarial de emergência para o coronavírus para garantir que os trabalhadores temporariamente demitidos durante a nova quarentena em toda a Inglaterra recebam 80% de seu salário.