O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa.

24 horas após ‘blitzkrieg’ na CCJ, Guedes não recebeu nenhum apoio público de governistas

BR: Ok, a oposição fez bem mais inscrições para ter a palavra, a base governista dormiu no ponto e a reunião, ontem, da CCJ com o ministro Paulo Guedes, que virou uma verdadeira ‘blitzkrieg’ contra ele, até já foi assimilada pelo mercado. Nesta quinta-feira 4, o dólar perdeu quase 1% em relação ao real (0,938%) e a Bolsa de Valores de São Paulo teve alta expressiva de 2,7%, recuperando com sobre o recuo da véspera. Mas isso não justifica o completo silêncio de solidariedade a Guedes verificado entre os apoiadores e participantes do governo Jair Bolsonaro.

Profícuos e tuitadas e ‘lives’, desta vez ninguém apareceu para dar uma palavra de apoio ao ministro que, afinal de contas, deu a cara para bater por um projeto que, em tese, é de todo o governo. O carimbo de que ele é um ‘tchutchuca’ com a elite e um ‘tigrão’ com os mais pobres, realizado pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR), assim como outros – ‘amigo dos banqueiros’, ‘rentista’, ‘cruel’ -, ficaram sem resposta na hora e, também, ao longo de todo o dia seguinte.

O presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro a se manter longe da defesa de seu ministro. É certo que ele esteve envolvido em reuniões com presidentes de partidos, para tratando da articulação política a favor da PEC da Previdência, mas também é sabido que, quando querem, os executivos públicos e políticos encontram tempo para se manifestar sobre suas prioridades.

Sem Bolsonaro, também o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, ou qualquer outros das hostes governistas abriu a boca paras se solidarizar a Guedes.

Não é à toa que amigos que o encontraram hoje no Ministério da Economia o consideraram ‘devastado’.