24 a 20; mesmo com Crivella acossado por denúncias de corrupção, Câmara do Rio nega pela 2ª vez pedido de impeachment contra prefeito

A Câmara de Vereadores do Rio rejeitou, nesta quinta-feira (17), mais uma vez um pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Foram 24 votos a 20.

O pedido foi protocolado na terça-feira (15) pelo PSOL com base na Operação Hades, do Ministério Público do Rio, que investiga um suposto “QG da Propina” na administração municipal.

Sessão da Câmara do Rio nesta quinta-feira (17). — Foto: Reprodução

Sessão da Câmara do Rio nesta quinta-feira (17). — Foto: Reprodução

Os autores do pedido suspeitam de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e desvio de verbas públicas. A sessão começou às 15h e durou até cerca de 18h20.

No início do mês, os vereadores já haviam rejeitado um pedido de impeachment com base na denúncia dos “Guardiões do Crivella”.

QG da Propina

A Operação Hades, realizada no dia 10, apreendeu o celular do prefeito Crivella e apura esquema de corrupção na Prefeitura.

As investigações, iniciadas no ano passado, partiram da colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela Operação Câmbio, Desligo.

Segundo a delação, o operador do esquema era Rafael Alves. Rafael não possui cargo na prefeitura, mas tornou-se um dos homens de confiança de Crivella por ajudá-lo a viabilizar a doação de recursos na campanha de 2016.

Depois da eleição, o empresário emplacou o irmão na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da Propina”.

Mizrahy afirma que empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município procuravam Rafael, com quem deixavam cheques. Em troca, ele intermediaria o fechamento de contratos ou o pagamento de valores que o poder municipal devia a elas.