“Eu acho que sim”, diz Bolsonaro sobre presidir seu novo partido político; acúmulo com Presidência da República dará certo?

BR: O presidente Jair Bolsonaro não quer apenas criar um novo partido político, o Aliança pelo Brasil, mas também seu ser presidente. Questionado por jornalistas, hoje, no final da tarde, Bolsonaro admitiu essa possibilidade: “Eu acho que sim”, declarou, evitando mais perguntas ao chegar ao Palácio da Alvorada. “Eu não vou discutir o partido. Está previsto quinta-feira, dia 21, a gente lançar a pedra fundamental do partido”, disse, mudando de assunto. 

​Bolsonaro não quis dar mais detalhes e nem comentar se não seria acúmulo de funções comandar o Aliança pelo Brasil e a Presidência da República. Ele também não respondeu sobre a possibilidade de que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um de seus filhos, assumir o comando da sigla. 

Com o seu “eu acho que sim”, Bolsonaro sabe que criou mais um fato e, portanto, atraiu mais atenções para seu mais novo projeto político.

A expectativa de aliados do Palácio do Planalto é de que pelo menos 30 congressistas sigam os passos do presidente. Na Câmara, o PSL, partido do qual Bolsonaro está se desligando, conta hoje com 53 congressistas, a segunda maior da Casa. No Senado tem 3 dos 81 senadores. Por enquanto, apenas o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente, disse que deixará o partido.