Coerente, Bolsonaro manda comemorar golpe militar de 1964, que faz 55 anos no domingo

O presidente Jair Bolsonaro determinou que as Forças Armadas comemorem o dia 31 de março, datado golpe militar de 1964, que completa 55 anos. A informação foi confirmada na tarde de ontem pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. No domingo, aniversário da data que iniciou um período de 21 anos de ditadura no país, Bolsonaro estará em Israel. Ele embarca para a visita ao país do Oriente Médio no próximo sábado.

“O presidente não considera o 31 de março de 1964 golpe militar. Ele considera que a sociedade, reunida e percebendo o perigo que o país estava vivenciando naquele momento, juntaram-se civis e militares e nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso país num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém— afirmou Rêgo Barros, que também é general.

O regime militar iniciado em 1° de abril de 1964 fechou o Congresso Nacional, cassou direitos políticos, perseguiu, torturou e matou adversários políticos, além de impor censura à imprensa. Bolsonaro determinou que o Ministério da Defesa faça “as comemorações devidas”, incluindo a ordem do dia, que é uma mensagem comemorativa das Forças Armadas. O texto já foi aprovado pelo presidente. Segundo o porta-voz, a celebração deverá seguir aquilo que “os comandantes acharem dentro do contexto de suas suas respectivas guarnições’’.