Brazil's President Michel Temer, reacts during a meeting for announcement of resources for expansion and modernisation of Brasilia subway, in Brasilia, Brazil January 22, 2018. REUTERS/Ueslei Marcelino

O ex-presidente Michel Temer foi denunciado mais uma vez e virou réu no chamado inquérito dos portos, que investiga um decreto presidencial assinado para o setor. Empresas que teria pago propinas a Temer e seu grupo podem ter sido beneficiadas pela medida. O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, aceitou a denúncia neste sentido o Ministério Público.

A acusação original foi feita pela Procuradoria-Geral da República, em dezembro de 2018, e foi enviada para ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso na primeira instância. No último dia 15, o Ministério Público Federal em Brasília confirmou a denúncia da PGR e pediu que o ex-presidente se tornasse réu no caso.

Além de Temer, o ex-deputado federal e ex-assessor da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures, o amigo pessoal do ex-presidente João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, também estão envolvidos no inquérito.

Na decisão, o juiz afirma que a denúncia tem “documentos que lhe conferem verossimilhança”. Uma ação penal foi aberta e, ao final dela, haverá uma decisão envolvendo os réus. O caso tem origem na delação de executivos do grupo J&F, controlador da JBS, como Joesley Batista e Ricardo Saud.