Dívida de R$ 70 milhões com a Receita e bens bloqueados no Brasil agravam inferno astral de Neymar; pai procurou ajuda com Bolsonaro e Guedes

BR: O lobby que Neymar da Silva Santos, pai do jogador Neymar Jr., está desenvolvendo junto ao presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, sofreu um baque com a acusação de estupro feita por uma mulher, em São Paulo, contra o atleta. Semanas atrás, Neymar pai foi recebido no Palácio do Planalto por Bolsonaro e encaminhado diretamente ao ministro Guedes para uma audiência sobre a dívida fiscal de R$ 70 milhões que as empresas do jogador têm no país. Por vezes, o pai diz que a dívida foi quitada, mas sabe-se que isso não aconteceu. A guia de recolhimento nunca foi apresentada.

A Receita bloqueou os bens de Neymar no país no curso do processo de cobrança da dívida fiscal.

As tentativas de negociação da dívida com a Receita estão prejudicadas agora, em razão da acusação de estupro. Em depoimento de mais de quatro horas na delegacia de Santo Amaro, uma mulher cujo nome é mantido em sigilo teria apresentado laudos com a confirmação de hematomas pelo corpo e diagnóstico de estresse pós-traumático. Neymar irá depor à polícia na próxima semana.

Espremido entre dívidas fiscais no Brasil, um processo do Fisco espanhol e, agora, o caso criminal, Neymar, aos 28 anos, atinge o ponto mais baixo de sua carreira. Ele já vai sendo considerado um dos exemplos mais negativos de administração de carreira e imagem no mundo das celebridades esportivas. Ontem, a fabricante de materiais esportivos Nike, que mantém Neymar sob patrocínio, comunicou estar “profundamente preocupada” com a situação do jogador, o que projeta a possibilidade de enceramento de contrato, como já aconteceu em situação de crise envolvendo outros atletas.