Centrão não gosta de tucano em relatoria da Previdência e deve atrapalhar mais o governo

A escolha feita para a relatoria da reforma da Previdência na Comissão Especial, que começou a funcionar ontem na Câmara, desagradou a lideranças do Centrão.

A definição de Samuel Moreira , do PSDB, para a função foi interpretada no Congresso Nacional como resultado da influência do governador de São Paulo, João Doria, e contrariou integrantes do bloco de partidos do qual faz parte o próprio DEM do presidente da Casa, Rodrigo Maia, a quem cabia a decisão da relatoria.

Para integrantes do DEM, a avaliação é de que Maia optou por sacrificar o próprio partido para ceder aos tucanos. A decisão do presidente da Câmara também atendeu às pressões de agentes do mercado, que almejavam um relator mais independente para a proposta, que é considerada essencial para o equilíbrio das contas públicas.

Na medição de forças que sucedeu a disputa pela relatoria, membros do Centrão ameaçam travar a pauta dos Estados. Isso incluiria não só a exclusão dos Estados e municípios da reforma da Previdência, mas também os repasses da Lei Kandir, a securitização de dívidas e a divisão do dinheiro do pré-sal. O argumento é de que a “conta” é muito alta para aprovar uma pauta que não é do bloco.

Para integrantes do DEM, a avaliação é de que Maia optou por sacrificar o próprio partido para ceder aos tucanos. A decisão do presidente da Câmara também atendeu às pressões de agentes do mercado, que almejavam um relator mais independente para a proposta, que é considerada essencial para o equilíbrio das contas públicas.