Moro cada vez mais político: não diz sim nem não sobre ser candidato em 2022

O ministro Sergio Moro, da Justiça, está cada vez mais político. Ele já não esconde mais estar sendo tentado a concorrer às eleições de 2022, ao usar a velha fórmula de não dizer nem sim nem são quando perguntado diretamente sobre seus planos. Na tarde desta sexta-feira 5, em São Paulo, em evento do mercado financeiro, o ex-juiz foi rápido ao dizer que o candidato a presidente em 2022, no campo do governo, é o presidente Jair Bolsonaro, mas calou-se sobre a possibilidade de concorrer a qualquer outro cargo.

Acompanhe, em matéria do site Poder 360:

O ministro Sergio  Moro (Justiça) deixou em aberto a possibilidade de vir a se candidatar a presidente da República ou a outro cargo eletivo, em 1 painel nesta 6ª feira (5.jul.2019) no evento Expert XP 2019, em São Paulo, com foco em investimentos e 10 mil participantes inscritos. Ele também fez duras críticas às empresas envolvidas na corrupção investigada pela operação Lava Jato.

Perguntado pela jornalista Natuza Nery (Globonews), mediadora do painel, se pretende se apresentar nas eleições, Moro disse que “o candidato do governo é o presidente Jair Bolsonaro”, que já anunciou que poderá concorrer à reeleição.

Em seguida afirmou que gostaria de “sumir por uns 20 anos” depois de cumprir essa tarefa. Mas, no fim, perguntado se a plateia poderia entender que ele deixou a questão em aberto, ele sorriu novamente, e foi ovacionado.

Sobre as dificuldades enfrentadas por empresas investigadas pela Lava Jato, Moro disse que isso é consequência dos erros dos gestores. “Tinham compliance de fachada”, afirmou.

Ressaltou que as empresas demoraram muito para admitir os erros. A Odebrecht, por exemplo, levou 1 ano, e chegou a publicar anúncios em jornais atacando as investigações. “Tiveram atitude beligerante”, disse.

Moro criticou novamente a divulgação de diálogos entre ele, na época em que era juiz federal, e procuradores da República a partir de fonte anônima. “Isso tem sido feito de forma sensacionalista”. Voltou a dizer, como nas audiências no Senado e na Câmara, que não vê irregularidades no que foi apresentado até agora.

O ministro falou sobre vários episódios citados no vazamento de mensagens e apresentou sua argumentação a respeito de nada ter sido irregular –ressaltando que não estava validando o conteúdo dos diálogos.

Sobre os vazamentos desta 6ª feira (5.jul.2019), disse que há 1 caso em que ele aparece solicitando uma prova a mais num processo. Seria 1 depósito de R$ 80.000 que 1 acusado na Lava Jato teria feito

Moro explicou que no final do processo acabou absolvendo a pessoa citada. “Para que eu iria pedir 1 fato [o documento sobre o depósito] para depois absolver? Não é uma questão de parcialidade, é questão de esquizofrenia”, afirmou. Nesse momento, os cerca de 8.000 presentes ao evento da XP aplaudiram o ministro. Em seguida, mais aplausos quando ele disse que as reportagens sobre a Vaza Jato são 1 “balão vazio, cheio de nada”. Completou: “Não há nenhuma ilicitude da minha parte”. 0000000000000